O Bloco e o PCP

Não são absolutamente lineares as relações entre o Bloco e o PCP, nem ao nível das direcções, nem ao nível de cada um de nós, aderentes e militantes das duas forças politicas.
Mas poderia ser diferente? Não tem também as relações entre as mais diversas organizações e entre as pessoas, mesmo as mais intimas amigas, momentos altos e baixos?
Somos nós absolutamente convergentes na opinião e na acção no mesmo partido/movimento?
A convergência entre o Bloco e o PCP tem sido em matérias essenciais uma realidade.
Depois há algumas divergências em outras matérias, na estratégia para atingir determinados objectivos, ou nas prioridades que nem sempre serão as mesmas.
Alguns aderentes, algumas tendências dentro do Bloco, tem feito da convergência e unidade na acção com o PCP o grande cavalo de batalha. Continuar a ler

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Sejamos capazes de transformar esta derrota numa oportunidade

Sendo pertinente avaliar em cada momento o resultado do nosso trabalho não podemos perpetuarmo-nos infinitamente na discussão sobre o passado. Dia 5 de Junho já é passado.
A avaliação que teremos que fazer em conjunto, tem que ser rigorosa, tão objectiva quanto possa ser, e não um desfilar de glorificações ou de acusações.
Os resultados de dia 5 mostram que erramos. Uns com mais responsabilidade, outros com menos, mas todos, nem que seja pela omissão, somos responsáveis pelo que se passou.
Importa que da avaliação a fazer, por cada um, a partir de pontos de vista diversos, não induzidos por qualquer “mandante”, não se transforme numa flagelação que nada acrescenta, antes incentiva e por vezes justifica a inacção.
Face à realidade presente o Bloco tem que definir os seus objectivos, delinear a sua estratégia, concretizar um programa de acção ajustado ao tempo presente, mobilizando os intervenientes que em cada momento melhor podem concretizar os propósitos definidos.
O Bloco surgiu, foi novidade. Continuar a ler

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O PS perdeu. Era espectável.

Mas porque foi o Bloco o mais derrotado, perdendo metade dos votos e dos deputados?

Ontem os portugueses votaram.
Do resultado da votação é claro para tod@s que o PS e Bloco perderam.
Percebe-se que o PS tenha perdido, desgastado pelo exercício do poder, servindo os interesses dos grupos económicos instalados e uma clientela de amigos do poder “dito socialista” em prejuízo da esmagadora maioria dos portugueses.
Num tempo em que o desemprego não para de crescer e em que muitos, apesar de trabalharem, não ganham para sobreviver acima do limiar da pobreza, constatando em contrapartida o despesismo e a falta de rigor na gestão dos recursos públicos, é natural que os portugueses rejeitassem este governo.
Mas porque terão rejeitado o Bloco que há muito denuncia esta situação denunciando os vencimentos escandalosos dos gestores dos grandes grupos económicos, alguns com capitais públicos, a fuga legalmente consentida aos impostos sobre mais valias, sobre operações especulativas, mais uma vez em beneficio dos grupos económicos a da
banca?
O Bloco acumulou erros sucessivos que descredibilizaram as suas posições correctas, sobre a realidade social e económica do País. Continuar a ler

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Tempos de mudança, contra o PS

O Algarve votou à direita. Pronto. Votou como entendeu como resposta à sensibilidade que tinha relativamente à situação nacional. O Bloco de Esquerda era a 3ª força política da região e agora já não é.

Estive activamente na campanha eleitoral falando com muita gente, mas também com muita gente depois das eleições e quem ler este texto também votou e falou com muita gente.

O Bloco de Esquerda perdeu praticamente metade dos votos. Dito de outra maneira, o BE recolheu praticamente os mesmos votos que tinha recolhido em 2005. Continuar a ler

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